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Dia da Mulher Advogada: história e representatividade

Novidades 16 dez 2021

No dia 15 de dezembro é celebrado o Dia da Mulher Advogada, data que carrega muita representatividade. As mulheres já são maioria no Quadro da Advocacia na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e isso também é um reflexo de todas as conquistas ao longo de tantos anos.

Para enaltecer não apenas esse dia, como também as profissionais que se dedicam ao Direito, trouxemos algumas informações sobre a grande motivadora para esta celebração, além de depoimentos de clientes e parceiras. Continue neste conteúdo com a gente!

Em nosso escritório somos por enquanto só mulheres e isso no começo poderia representar alguns pensamentos machistas, mas ao longo desses anos provamos a quem pudesse duvidar que as mulheres são seres fortíssimos! Nossos clientes vivem elogiando nossa sutileza ao tratar com as situações delicadas e também elogiam nossa garra para resolver os seus problemas.

Graziela Calvielli
Veja o depoimento na íntegra no final deste conteúdo

História por trás dessa data

No ano de 2016, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) instituiu o Dia da Mulher Advogada no Plano Nacional de Valorização da Mulher Advogada. A data se deu em homenagem a Myrthes Gomes de Campos, primeira mulher brasileira a obter o registro de advogada no país, em 1906.

Nascida na cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, em 1875, Myrthes precisou quebrar diversas barreiras para poder estudar na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, onde se formou em 1898. Afinal, nessa época a advocacia era destinada apenas a homens, enquanto as mulheres deveriam apenas casar e se dedicar aos afazeres domésticos.

“A Mulher na advocacia muitas vezes é vista como frágil ou sem pulso para enfrentar um problema complexo. Esse pensamento retrógrado ainda existe mesmo que em menor proporção, então ser mulher e ser advogada é um desafio constante.”

Marília Monteiro
Veja o depoimento na íntegra no final deste conteúdo

Ao finalizar o curso, o desafio seguinte era conseguir registrar seu diploma na Secretaria da Corte de Apelação do Distrito Federal e obter a inscrição no próprio tribunal. Foram muitos obstáculos superados, inclusive a descrença da capacidade das mulheres em exercer a profissão, até conseguir o registro oito anos depois.

Nos anos seguintes, ela conseguiu ingressar como estagiária, entrou para o quadro efetivo de sócios do Instituto da Ordem dos Advogados do Brasil, em 1906, e atuou como defensora do Tribunal do Júri. Foi a primeira mulher a advogar em um tribunal e, mesmo com toda a pressão, ganhou a causa.

A partir daí, Myrthes conquistou seu espaço e abriu precedentes para outras mulheres seguirem seu caminho. Antes dela, algumas já haviam se formado, mas não conseguiram exercer a profissão.

Em 1910, Myrthes foi nomeada inspetora de ensino do Distrito Federal. Em 1924, se tornou encarregada pela jurisprudência do Tribunal de Apelação do Distrito Federal, função que exerceu até 1944, quando se aposentou.

Mulheres são maioria no Quadro da Advocacia da OAB

De acordo com os dados da Ordem dos Advogados do Brasil, o número de mulheres advogadas superou o de homens, como é possível ver no quadro abaixo:

“Isso é um reflexo, hoje, da sociedade: tivemos até uma grande conquista da OAB São Paulo ter eleito uma mulher para Presidente da Seccional, a Dra. Patrícia Vanzolini. Então, é uma honra fazer parte de um time tão capacitado de profissionais que vêm ganhando cada dia mais espaço.”

Ana Nogueira
Veja o depoimento na íntegra no final deste conteúdo

Mesmo sendo praticamente metade da porcentagem total de profissionais cadastrados, as mulheres ainda enfrentam desafios no exercício da advocacia. Não podemos negar que muitas conquistas foram alcançadas ao longo de todos os anos, desde Myrthes e de outras mulheres que fizeram história no Direito Brasileiro.

Entretanto, as profissionais ainda lutam para alcançar novas conquistas e aumentar ainda mais o seu espaço. O apoio à igualdade deve ser estendido e relembrado não somente no Dia da Mulher Advogada, como também em outras esferas econômicas e sociais.

Depoimentos na íntegra

Convidamos algumas clientes e parceiras a darem seus depoimentos sobre essa data tão importante e o quanto ela representa para as mulheres que exercem o Direito. Compartilhamos com você o resultado dessa ação!

Graziela Calvielli

“Sou Graziela, advogada, sou casada e proprietária de um recente porém inovador escritório de advocacia.

Após alguns anos no mercado de trabalho, hoje consigo ver com muita clareza e segurança a importância de ser uma MULHER ADVOGADA.

Em nosso escritório somos por enquanto só mulheres e isso no começo poderia representar alguns pensamentos machistas, mas ao longo desses anos provamos a quem pudesse duvidar que as mulheres são seres fortíssimos! 

Nossos clientes vivem elogiando nossa sutileza ao tratar com as situações delicadas e também elogiam nossa garra para resolver os seus problemas.

O mercado de trabalho ainda precisa mudar muito, aprender que mulheres não são frágeis, mulheres serão aquilo que elas quiserem ser! 

Já passou do tempo de nós mulheres ganharmos menos, ou não recebermos promoções por exemplo… 

Nossa atuação na justiça se torna cada dia mais essencial e indispensável… e como falamos para as nossas clientes e em nossos projetos sociais JUNTAS SOMOS MAIS FORTES!!!”

Marília Monteiro

“A Mulher na advocacia muitas vezes é vista como frágil ou sem pulso para enfrentar um problema complexo. Esse pensamento retrógrado ainda existe mesmo que em menor proporção, então ser mulher e ser advogada é um desafio constante.

A presença da mulher na advocacia ou em setores considerados masculinos é necessário para desmistificar o pensamento de que a mulher não ‘aguenta o tranco’ porque nós aguentamos SIM e às vezes com mais delicadeza e sutileza que um homem em nossa situação.

O preconceito existe, infelizmente, mas cabe a nós mulheres mostrarmos que somos capazes de ser mãe, mulher, advogada ou o que quisermos.”

Ana Nogueira

“Apesar de ser uma área em que tem muitas advogadas, ainda há um machismo enraizado, seja nos tribunais, delegacias, escritórios ou dos próprios clientes. Acredito que cada dia mais nós advogadas temos conquistado nosso espaço mostrando a nossa capacidade, que somos tão boas profissionais quanto os homens.

Isso é um reflexo, hoje, da sociedade: tivemos até uma grande conquista da OAB São Paulo ter eleito uma mulher para Presidente da Seccional, a Dra. Patrícia Vanzolini. Então, é uma honra fazer parte de um time tão capacitado de profissionais que vêm ganhando cada dia mais espaço.

Eu tenho muito orgulho de ser advogada, de ter a possibilidade de atuar, ainda mais agora como empreendedora e dona de escritório. Porque já trabalhei por muitos anos em escritórios empresariais e é um ramo muito machista, em que muitas vezes você não consegue ter um aumento ou ser promovida por estar grávida, ter um filho pequeno ou até mesmo ter uma visão diferente dos homens. Hoje, nós mostramos que, independente de ser mãe, filha, sobrinha, neta, o importante é a nossa capacidade e o nosso profissionalismo.

Ver as mulheres ganhando cada vez mais espaço só aquece o meu coração.”

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